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Ao Soldado Sobrevivente

quarta-feira, 2 de julho de 2008

(Battle of Magenta - Giovanni Fattori)
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AO SOLDADO SOBREVIVENTE

(André L. Soares)
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Tendo a justiça, quase sempre, errado,...
formou-se o flagra, por detrás da burca:
véu sujo e escuro, que à dor se ajusta,
tal um Narciso nascido entre escarros.
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Também há a força: velha lei dos bravos

– a mola-mestra que os impele à luta –,
mãe da verdade fria que a adaga oculta
na ideologia torpe de algum tratado;
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e quando os porcos, dominando o estado

– abrigo amável aos mais vis canalhas –,
ornam, com flores, seus ardis macabros,...
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o que se tem é só a moral do diabo:

no morto-vivo que, após mil batalhas,
volta pra casa para ser escravo.
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4 comentário(s) to Ao Soldado Sobrevivente:

Rita Costa disse...

Maravilhoso esse soneto!
E a imagem escolhida ficou perfeita.
Beijusssssssss, Poeta!

Vieira Calado disse...

Aí está para que serve a guerra!
Bjs

Anselmo disse...

Parabéns pelo excelente soneto! Muito forte e contundente ! Gostei da parte que se refere à Narciso.

Abraços !!!

cool dude!! disse...

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dreamz and blackpanther

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