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PRIMEIRO E ÚLTIMO SONETO
(Pablo Ramos)
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Criva a bala e logo o peito chora
o corpo clama o solo em tombo atroz
melhor sono que noção da hora
na escuridão que já consome a voz.
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O erro vão em que já não tropeço
é a esperança de salvar-me a vida
aquele irmão que se diz réu-confesso
por ter-me feito esta mortal ferida.
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Sem desonrar ou cumprir compromisso
me entrego à relva, há muito inexistente
pois já não tenho nada com isso
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desertando a condição de gente
despejado às garras do sumiço
torna ao mar a água desta enchente.
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Para ler mais Pablo Ramos: http://www.pabloramos.com.br/blogico.asp
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5 comentário(s):
Caro amigo, fico lisongeado com a presença dessas mal traçadas linhas no teu honorável blog!
(Falei bonito pra parecer merecedor da publicação rs)
Já tenho mais um soneto no forno, te mando assim que ficar pronto (porque vc me leu e virou um amigo, não porque queira que publique este também).
Abração
Profundo, real e intenso... Assim é o "Primeiro e Último Soneto" de Pablo Ramos.
Que não seja o último... Apenas o primeiro!
Olá,
Gostaria de fazer parceria com seu Blog
Meu Blog se encontra no seguinte endereço
Blog Sem Freios
http://blogsemfreios.blogspot.com
Blog novo, com uma excelente média de visita, e está vingando bastante :D
Atenciosamente;
Matheus Felipe
Amei teu blog...aceito sim parceria, vou linkar este aqui. Qd linkar o meu me avise, por favor!
Abraços e sucesso...vc merece!
um otimo senoto parabens.
http://www.mundosubliminar.xpg.com.br
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